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O design moderno, estilo do séc. XX, surgiu de uma junção de movimentos artísticos e influências. Uma das origens são as idéias e princípios estabelecidas por John Ruskin, na Inglaterra no séc. XIX, cujos escritos relacionavam valores estéticos com moralidade, e por William Morris que promovem a revalorização da tipografia clássica na impressão e nas habilidades artesanais do design de produto.

No final do século, os arquitetos Louis Sullivan e Frank Lloyd Wright começaram a valorizar a forma e a função das suas construções.

No início do séc. XX, ocorreram muitos movimentos significativos para o que é o design atual e o movimento apontado como a fonte do design gráfico é o Cubismo.
Picasso conseguia diminuir a ilusão da terceira dimensão, nivelando a superfície da tela e reforçando os contornos e ângulos da imagem.

Outro acontecimento importante foi a construção da Robie House, em que Frank Lloyd Wright utiliza planos em equilíbrio para criar linhas contínuas, num plano assimétrico.

Moderna abordagem da forma.

No mesmo ano, 1909, Freud publicava sua obra "A Interpretação dos Sonhos", o que permitiu uma revelação dos processos do inconsciente humano.

Em 1905, a Teoria da Relatividade de Albert Einstein também teve uma contribuição para as artes gráficas, mudando a visão da realidade e deixando o abstrato e as ciências influenciarem as artes gráficas.


Foi o primeiro movimento voltado exclusivamente para o design. Seu estilo é marcado pela decoração elaborada e superficial e pelas formas curvilíneas e sinuosas. O desenvolvimento da litografia colorida permitiu aos artistas desenharem diretamente na pedra, quebrando a restrição as linhas curvilíneas.

Sua importância para as artes gráficas foi a influência na criação de formatos de letras e de marcas comerciais, e por sua criação e desenvolvimento dos pôsteres modernos, formando um estilo para a página impressa, através dos trabalhos de Toulouse-Lautrec, Pierre Bonnard, Alphonse Mucha, Aubrey Beardsley.

Outra grande influência foi das gravuras e do design de caracteres japoneses, exibidos nas feiras mundiais de Paris, em 1867 e 1878, muitos caracteres criados pelos artistas imitavam caracteres japoneses. A gravura e a influência da fotografia estimularam o uso livre do espaço e do retângulo vertical, que não era muito comum naquela época.

Imagens retratadas de baixo, e figuras cortadas, enfatizam a decorativa falta de relevos e lembram a espontaneidade dos instantâneos. As letras desenhadas à mão completavam o aspecto tosco e se integravam ao design dos pôsteres. Com a expansão do estilo decorativo do Art Nouveau, todas as áreas do pôster se tornaram um espaço para o ornamento.

Alguns artistas, como Beardsley, utilizavam bordas decorativas e o contraste de grandes área em preto e branco com traçados finos. Beardsley também separava os caracteres tipográficos das imagens, formando uma espécie de letreiro.

O Art Nouveau foi um movimento que privilegiava o decorativo, o ornamental, mas ainda obedecia os princípios do design tradicional. Entretanto, já indicava um modelo para as artes gráficas e sempre está presente na comunicação visual e no design gráfico através da constante influência da decoração.


O começo do movimento cubista se deve ao Les Demoiselles dAvignon, de Pablo Picasso, pintado em 1907. Ele se utilizou das geométricas estilizações das esculturas africanas e das observações do pós-impressionista Paul Cézanne, que dizia que deveria tratar as formas naturais em termos de cilindro, esfera e cone.

Dessa forma, transformou o plano tridimensional em plano bidimensional e sugeriu novas formas de combinar as imagens e comunicar idéias, analisando seus diferentes planos e pontos de vista.

Picasso e Braque também fizeram experiências com colagens e gravação de letras em composição com a pintura, incorporando-a à forma visual e ao seu significado. O uso dessas letras estampadas ou gravadas abriram novas possibilidades para a tipografia., introduzindo uma nova função às letras, a utilização delas como elemento plástico.

A inovadora abordagem que o Cubismo deu a composição visual mudou o curso da pintura e do design gráfico. Ele impulsionou as artes e o design à abstração geométrica e a exploração do espaço pictórico.

Pablo Picasso e Georges Braque foram os precursores desse movimento revolucionário que, mesmo tendo sua expansão interrompida pela Primeira Guerra Mundial, influenciou o desenvolvimento da comunicação, direcionando à novas concepções os movimentos De Stijl, Construtivismo e Futurismo.


Surgiu por volta de 1909, quando o poeta Filippo Marinetti publicou seu Manifesto do Futurismo num jornal francês. Marinetti dizia que o Futurismo era um movimento revolucionário para todas as artes com a finalidade de testar suas formas e idéias contra a nova realidade da sociedade científica e industrial.

No manifesto proclamavam acabar com os museus, bibliotecas e lutar contra o moralismo, o feminismo e todo tipo de covardia. Afirmavam que o mundo fora enriquecido por uma nova beleza: a beleza da velocidade, e que exceto no conflito, não havia mais beleza. Nenhum trabalho sem uma característica agressiva podia ser uma obra de arte. Glorificava aspectos do mundo moderno, como automóveis, aviões, máquinas, expressando a visão dinâmica que tinham do futuro.

Num artigo publicado de Marinetti, ele usou três ou quatro cores de tintas diferentes e vinte tipos diferentes, itálicos para expressar rapidez e negritos para violentos barulhos e sons. Diversas noções de significados e representações podiam ser dadas através da manipulação dos tipos.

Os futuristas transformavam idéias poéticas em imagens visuais. Eles animavam as páginas com uma dinâmica e não linear composição das palavras e letras. As letras não eram simples signos alfabéticos. Pesos e formatos diferentes davam às palavras um caráter tão expressivo que elas substituíam as imagens.

Fortunato Depero, a figura mais importante para ao design gráfico, usava a publicidade como um veículo para difundir as idéias futuristas, pois acreditavam que ela era uma manifestação da vida moderna. Seu livro Depero Futurista foi um importante trabalho de autopromoção e de design gráfico. Tinha o formato um pouco maior que um A4, com capa dura e oitenta páginas presas por duas grandes porcas e parafusos.

O movimento desapareceu com a morte de seus precursores, mas não desapareceu sem deixar vestígios, as idéias de uma nova estética adequada à era da máquina, quebrando a simetria do layout e dando o sentido de movimento, influenciaram outros grupos de design europeus, como o Dadaísmo, Construtivismo, De Stijl e Bauhaus.


O movimento dadaísta nasceu da vontade de revitalizar as artes visuais quebrando todas as regras e todos os conceitos tradicionais, dando origem a um novo estilo. Derrubou toda a estrutura da representação racional e como no Futurismo, teve grande influência do quadro de Marcel Duchamp, Nu Descendo a Escada e sua obra Roda de Bicicleta.

Recebeu esse nome pelos artistas Tristan Tzara, poeta romeno; Hans Arp, pintor; e Hans Rickter, artista. Teve contribuições de outros importantes artistas como Max Ernst, Picaba e Man Ray. Sua duração foi relativamente curta, iniciado em 1912, teve seu fim em 1922, na Bauhausfest, em Weimar, Alemanha.

A influência do dadaísmo nas artes gráficas teve duas importantes contribuições: reforçou a idéia cubista do uso da letra como experiência visual, onde separavam as palavras do seu contexto de linguagem para ser puramente uma estrutura visual; e despertou os designers para o fato de que o chocante e o surpreendente podem despertar a atenção do receptor e ser um elemento importante para a superação da apatia visual.


Os surrealistas procuravam o mais real do que o mundo real, por trás do real. Inspirados pelas idéias de Sigmund Freud, a arte surrealista é voltada totalmente para o inconsciente, o mundo da intuição e dos sonhos.

Combinou o revolucionário universo subjetivo com técnicas artísticas muitas vezes convencionais.

Os designers gráficos tiveram grandes benefícios dos pintores surrealistas. Max Ernst, sugeriu-lhes técnicas e a irreverência dada; René Magritte usou um estilo realista para retratar objetos num ambiente insólito; Salvador Dali sustentava os pesadelos surrealistas usando como fundo um permanente estilo acadêmico.

Dois outros artistas contribuíram de maneira diferente para enriquecer as formas gráficas Joan Miró e Hans Arp. Ambos exploraram um nível de criação ainda mais abstrato, usando formas e figuras que influenciaram o design.

Pela relação do surrealismo com as reações emocionais e os estímulos do inconsciente, este movimento influenciou na comunicação visual e na ilustração contemporânea trazendo infinitas idéias ao conteúdo das imagens visuais.


O Construtivismo surgiu para dar um novo sentido de ordem no design que estava tomado pelo caos imposto pelos dadaístas e surrealistas.

Os construtivistas eram a favor das formas geométricas, simples, básicas, e do emprego racional do material a fim de encontrar soluções para problemas de comunicação. Combinava palavras e imagens numa experiência simultânea, composição que estava destinada a influenciar o futuro da comunicação de idéias.

Queriam acabar com a divisão da arte e trabalho, portanto o uso de fotografia como produção mecânica de imagens fazia parte de sua ideologia. Deve-se, assim, ao Construtivismo a utilização de técnicas como a fotomontagem, os fotogramas, a superposição, a justaposição, colagem e uso da tipografia livre nas artes aplicadas.

Seu representante principal foi o designer russo El Lissitzky, que deu uma nova ordem e uma nova forma ao design gráfico.

Foi um dos pioneiros da fotomontagem, reunindo diferentes elementos que davam vida à fotografia, através da justaposição, da superposição, pela combinação de diferentes pontos de vista, de cortes e recortes de imagem e da exploração de contrastes e mudanças de ângulos. O uso da fotografia como parte integrante da estrutura gráfica possibilitou a libertação das imposições retilíneas nos layouts.

Os designs de Lissitzky uniam abstração geométrica com funcionalismo, pregava que as palavras impressas são para ser vistas, não ouvidas e que uma seqüência de páginas pode fazer um livro se tornar um filme. Com essa preocupação, Lissitzky fez o designer pensar num contexto conexo entre as páginas, criando a base para o estudo de diagramação e design.

A proposta do Construtivismo abriu uma nova concepção a comunicação visual que teria seu fechamento nos movimentos De Stijl e Bauhaus.


Esse movimento não é considerado de extrema importância para a formação do design contemporâneo, pois muitos trabalhos dessa tendência não tem a preocupação com a funcionalidade e a simplicidade da forma, características fundamentais do design moderno.

O Art Déco, apesar de dever muito ao Art Nouveau pela sua formação, não segue mais linhas tão curvilíneas e adotou um design mais geométrico, influência de Frank Lloyd Wrigth.

Foi um período de elegantes embalagens, extravagantes cenários cinematográficos, tipos de letras cheios de filigranas e com cantos e extremidades de complicado desenho. Era difícil separar o que era bom do que era ruim, pois freqüentemente era muito excessivo.

Sua contribuição surgiu no bom uso dos espaços em branco e das linhas de composição amplamente entrelinhadas, contrastando com títulos pesados em negrito.


Esse movimento surgiu na Holanda, em 1917, e foi o que firmou, em muitos sentidos o estilo do design do século XX. Seu fundador e teórico era o arquiteto Theo van Doesburg e faziam parte do movimento o pintor Piet Mondrian, Bart van der Leck, o arquiteto J.J.P Oud.

Os designers do De Stijl fizeram-se notar pela rigorosa precisão com que dividiam o espaço, às vezes contrastando as divisões com linhas negras; pela tensão e pelo equilíbrio, alcançados com a assimetria; pelo uso das formas básicas, das cores primárias e pela máxima simplicidade nas soluções. As curvas foram eliminadas e preferiam os tipos sem serifa, os tipos eram compostos em blocos retangulares. A cor vermelha era a cor preferida em contraste com o preto, pois representava revolução.

Eles procuravam alcançar uma lei universal de equilíbrio e harmonia da arte, uma estrutura matemática do universo. Estavam sempre preocupados com a atmosfera intelectual e espiritual do seu tempo e queriam expressar uma consciência comum da época.

Eles criaram o termo neoplasticismo, para designar sua concepção de pintura bidimensional, o que acabou virando sinônimo do estilo do grupo.

A assimetria da arquitetura de Frank Lloyd Wright teve forte influência nos primeiros designs do De Stijl. Van Doesburg e Mondrian utilizaram essa concepção formal em suas pinturas. Quando voltaram as aplicações à tipografia, abriram oportunidades para um maior desenvolvimento criativo do design gráfico.

Em função da resistência do De Stijl às soluções simétricas e ornamentais, e com o crescimento do envolvimento com as modernas idéias tecnológicas e industriais, eles deram um novo aspecto à página impressa.


A Bauhaus foi fundada por Walter Gropius em 1919, em Weimar na Alemanha, e é considerada a mais influente e mais famosa escola de arte do século XX. Ela desenvolveu ideologias e tendências inovadoras para o estudo do design.

A escola propunha restabelecer o contato entre a arte e a produção industrial, unindo artesãos, engenheiros, designers, arquitetos, pintores e artistas, pesquisando e construindo juntos protótipos à serem produzidos em escala industrial.

Os projetos eram direcionados para o princípio da racionalidade, da simplificação e da unidade entre forma e função, a fim de facilitar à produção industrial, atendendo as necessidades da sociedade alemã.

No design gráfico, teve como maior influência o construtivista húngaro Lásló Moholy-Nagy que contribuiu com uma importante declaração sobre a tipografia, descrevendo ela como uma ferramenta de comunicação que tem que comunicar de sua forma mais intensa. Sua importância está na absoluta clareza... Legibilidade a comunicação nunca deve ser prejudicada em função de uma priorização da estética. Letras nunca devem ser forçadas à uma estrutura pré-concebida. No seu design ele administrava o ilimitado uso de todas as direções lineares. Nós usamos todos os tipos de fontes, todos tamanhos, formas geométricas, cores, etc. Nós queremos criar uma nova linguagem da tipografia cuja elasticidade, variação e renovação da composição tipográfica é ditada pela expressão interior e pelo efeito óptico.

A paixão de Moholy-Nagy por tipografia e por fotografia inspiraram um interesse da Bauhaus na comunicação visual que levou a importantes experimentos na unificação dessas duas artes. Ele viu o design gráfico, principalmente o pôster, se desenvolvendo em direção ao typophoto. Ele chamou essa objetiva integração da palavra e imagem a fim de comunicar uma mensagem a nova literatura visual.

O selo da Bauhaus, desenhado por Oskar Schlemmer, em 1924, remete a influência do design da máquina e do racionalismo na Bauhaus, utilizando formas mais geométricas e fios de impressão.

Os fios se tornaram objeto marcante no estilo Bauhaus, eram utilizadas em diferentes tamanhos e espessuras para marcar, organizar ou enfatizar a informação, juntamente, com a Tipografia Bauhaus que seguia um padrão marcante com tipos sem serifa e numerais grandes.

Outro importante recurso explorado pelos mestres da Bauhaus foi a fotomontagem. Com o surgimento desse novo veículo de comunicação, eles cortavam e juntavam as fotos, a fim de compor uma narrativa mais dramática as páginas.

Em 1933 a Bauhaus foi fechada pelos Nazistas.

Sua contribuição por ter colocado em práticas várias idéias e concepções novas, acabou tornando a Bauhaus um movimento. Um movimento que fez surgir o design moderno, a nova estética do século XX.


A Pop Art é um movimento cultural que se desenvolveu nas décadas de 50 e 60 do século XX, na Inglaterra e nos Estados Unidos. O termo pop é uma abreviatura de populare indica a raiz cultural e estética desta corrente inspirada no imaginário da sociedade de consumo e na cultura de massas.

Os artistas pop tentam produzir algo que exprima o verdadeiro espírito do mundo atual, usando alguns objetos de uso corrente, envolvendo a arte no contexto quotidiano. Desta forma, o contato da obra com o espectador é imediato e o seu objetivo mais formal que conceptual. Caracteriza-se por uma linguagem abstrata que valoriza as imagens figurativas. Em algumas das imagens que exprimem o materialismo da sociedade pode-se mesmo perceber intenções de crítica e sátira social.

Além da clara influência dadaísta e dos ready mades de Marcel Duchamp, o movimento assumiu um caráter único e rompeu com estilos tradicionais, adquirindo uma importância fundamental para a arte contemporânea. Nomes como Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Jasper Johns, Claes Oldenburg são alguns dos responsáveis por esse processo.A influência deste movimento pop permanece até hoje e reúne artistas de interesse comum pelas artes gráficas, imagens comerciais, técnicas de reprodução e por símbolos que representam a cultura de massa.